Este conjunto de quatro pinturas ganha força quando observado como um todo, embora cada peça tenha também leitura e valor individual. É uma das obras mais recentes de Dino e traduz, de forma simbólica, a visão que o artista tem do percurso humano. Uma fita surge como elemento central, acompanhada por símbolos que representam diferentes fases da vida e o processo de construção pessoal.
Na primeira pintura destaca-se o projeto de vida, simbolizado por uma estrutura em construção; na última, as raízes — profundas e valiosas — assumem protagonismo, refletindo a maturidade e a acumulação de experiências ao longo do tempo. As metáforas e a simbologia são o veículo escolhido por Dino para comunicar a sua leitura do mundo e da existência.
A obra carrega claramente a sua marca pessoal: é pintada no verso da tela, com a divisão explícita em quatro partes. As linhas horizontais, ascendentes e descendentes, representam o crescimento e os seus ritmos; já as linhas verticais traduzem as pausas e os momentos de reflexão. Esta série, intitulada "A vida não é uma linha reta", marca o início de um tema que Dino pretende continuar a explorar.