reflexões

Para além da pintura, Dino permite-se divagar e usar as palavras como forma paralela de expressão – não literária no sentido formal, mas visceral, íntima e despojada. As suas reflexões, ora em forma de breves contos, ora como pensamentos soltos, funcionam como extensões do gesto pictórico: testemunhos diretos de uma vida observada com atenção e sentida com profundidade. Sem a preocupação de obedecer a normas estilísticas ou narrativas, escreve como quem respira – movido pela urgência de fixar um instante, um ensinamento, uma memória ou uma dúvida.

Estas anotações revelam uma busca constante por sentido nas pequenas coisas: a aprendizagem como processo contínuo, a herança dos gestos passados, o impacto silencioso de quem nos toca sem se anunciar. O que nos é dado a viver transforma-se, aqui, em matéria de partilha. Tal como na sua pintura, Dino observa com olhos atentos e mãos disponíveis para traduzir em forma – seja cor, textura ou palavra – aquilo que, sendo profundamente pessoal, toca o universal.

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