E, Portugal cresceu

Obra 1

Nesta segunda abordagem a Camões, o foco recai sobre a dimensão simbólica da sua obra maior — Os Lusíadas. Um poema épico que encerra em si um país inteiro, cuja identidade coletiva emerge ampliada e mais luminosa. É essa expansão que se representa através dos mapas: um Portugal mais contido antes da obra, e depois, mais vasto, mais visível, quase emergente, traçado a branco como se a luz que irradia dos versos iluminasse o próprio território.


A influência de Camões, projetada para além do tempo, é aqui marcada a vermelho — pontos espalhados pelo globo assinalam a presença da língua portuguesa e os vestígios deixados por Portugal no mundo. A barba e a coroa de louros do poeta partilham também esse vermelho vibrante, num eco da paixão, da coragem e da persistência.


Presentes estão ainda os “cortes” que são já uma assinatura do artista. O corte vertical assinala o marco histórico que Os Lusíadas representam — um antes e um depois na consciência nacional. Já o corte horizontal, inclinado em ascensão, evoca o crescimento da identidade portuguesa a partir dessa obra ímpar, que continua a atravessar séculos com uma atualidade e força singulares.


Ano: 2024 | Dimensão: Díptico 160x100 (cm) | Técnica: Acrílico sobre tela invertida preparada com gesso transparente

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