E, no final Começou (Almada Negreiros 130 anos do nascimento)

Obra 1

Realizar uma obra sobre Almada Negreiros para a comemoração dos 130 anos do seu nascimento constitui um privilégio e uma oportunidade de retratar uma figura incontornável do modernismo português. Sem esgotar a vasta e diversificada produção de Almada — que abrange desenho, pintura, ensaio, romance, poesia, dramaturgia e bailado — optou-se por sintetizar, em termos imagéticos, elementos que simbolizam uma parte significativa da sua obra e percurso.


Entre os elementos representados destacam-se o mapa de São Tomé e Príncipe, local de nascimento em 1893, acompanhado da imagem de um bebé em gestação e o ano de nascimento; uma estrela no painel “Começar”, a assinalar a sua morte em Lisboa, em 1970; o retrato mais emblemático referenciado no texto da Gulbenkian, assim como o autorretrato do próprio Almada. Os laços reproduzidos evocam a ligação que mantinha com Fernando Pessoa, cuja presença é reforçada pelos seus dois retratos simétricos. Fecha-se a obra com um excerto que destaca a frase “Se eu fosse cego amava toda a gente”, publicada na Revista Orpheu nº 1.


Ano: 2023 | Dimensão: Díptico (2x) 70x100 (cm) | Técnica: Acrílico sobre tela de algodão (lado inverso) 

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