Ensaio para a origem (na fluidez)

Realizada com acrílico, gesso e cola branca sobre tela com grade, esta obra alinha com o ensaio criativo sobre o equilíbrio no caos. Mas se ali o gesto procurava equilíbrio no caos, aqui o impulso é outro: evocar o instante primordial da criação – fluido, instável, fértil. O amarelo, presença dominante e pulsante, parece nascer da própria tela, abrindo espaço ao movimento circular e centrífugo, como se o olhar fosse arrastado para um vórtice de luz e matéria em ebulição.

Ano: 2024 | Dimensão: 40x60 (cm) | Acrílico, gesso e cola branca sobre tela

A composição é orgânica, quase líquida, marcada por texturas que remetem a elementos em transformação – talvez água, talvez luz, talvez energia. Há uma vibração telúrica na base verde, de onde tudo parece erguer-se, e uma leveza etérea nos salpicos e véus translúcidos que atravessam a superfície. O que está em jogo não é a forma final, mas o gesto de vir-a-ser. Neste ensaio, Dino convida-nos a mergulhar na fluidez da criação, onde a origem e o destino ainda são possibilidades abertas, e onde o gesto pictórico se transforma em metáfora da própria vida em movimento.

Ano: 2024 | Dimensão: 40x60 (cm) | Acrílico, gesso e cola branca sobre tela

Obra 2

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